22/04/2019

carros testados e avaliados

Gol 1.6

Beleza galera!

 

Em Agosto de 2016 fiz uma nova locação de um veículo categoria A na Movida Rent a Car. Basicamente eu ficaria com o novo Unão Peladão, mas a locadora não tinha mais carros categorias A, B e BX no pátio. Segundo o atendente, as locadoras de forma geral remanejaram dezenas de carros para o eixo RIO-SP e para os Aeroportos devido às olim(piadas)…

 

Sobrou-me então o Gol 1.6 MSI 2017 Trendline. Mas como diz a querida apresentadora do Master Chef: Para tudo! Para tudo! Para tudo!

2017???

Parafraseando Galvão Bueno: Pode isso Arnaldo?!

Eu particularmente não gostaria de ter ficado com o Gol, pois conheço o projeto da barata, mas não devemos ser tão “preciosistas” assim, não é mesmo?

 

DADOS DO CARRO

* Gol, modelo Trendline ano 2016/2017 – Cinza. Confesso ser alguma versão exclusiva para frotistas, pois algumas características do carro não batem com a ficha técnica oficial da Volkswagen.

 

* 1.6 MSI

–> Potência de 104 cv no etanol e 101 cv na gasolina, a 5.250 RPM.

–> Torque de 15,6 Kgf/m no etanol e 15,4 Kgf/m na gasolina, a 2.500 RPM.

–> Peso em ordem de marcha: 983 Kg

–> Relação Peso x Potência: 9,45 quilos para cada cavalo de potência máxima. Quanto menor o índice, melhor.

Comparação com outros modelos similares em cilindrada: Ka+ 1.5 (9,44).

 

* Combustível: Flex

 

* Itens de segurança

–> Air Bag: Sim

–> ABS: Sim

–> EBD: Sim

–> ESP: Não

–> Controle de tração: Não

–> Controle de rampa: Não

–> Isofix: Não

–> Cintos de segurança: Transversais, com cinto abdominal para passageiro central do banco de trás.

 

* Categoria do veículo e locadora.

–> Foi locado na Movida de Curitiba, Categoria C, que contempla veículos compactos hatch 1.6 com ar condicionado, direção hidráulica e quatro portas.

–> O carro estava com aproximadamente 5 mil km rodados. Com direito a cheirinho de carro zerado.

–> O tanque estava praticamente cheio, faltando apenas 2 litros para o desarme automático da bomba.

 

Confere aqui as dicas importantes para retirada do carro da locadora:

–> Inspeção do veículo.

–> Condições de abastecimento.

 

CONDIÇÕES DE USO

Urbano. Utilizei para correria do dia-a-dia. De casa para escola da filha, depois para o trabalho, e vice-versa.

O único abastecimento foi antes de devolver o carro.

 

AVALIAÇÃO

Espaço interno e porta-malas

O Gol é um velho conhecido do público, mas mudou bastante devido a concorrência. Contudo ele entrega um porte de carro compacto com razoável espaço interno e porta-malas.

O Gol é menor que o Sandero, mas parecido com Ônix. Para viagens curtas e pouca bagagem vai bem. O único defeito crônico do projeto que o persegue desde a versão “bolinha” é o conforto para os passageiros atrás. Já foi pior, mas ainda exige que passageiros de maior estatura andem com o “joelho no queixo”, além da altura em relação ao teto ser diminuta.

 

Ar condicionado

Os controles de ventilação são simples, mas funcionais, sem frescuras. Não utilizei nem ar condicionado nem ar quente.

 

Nível de ruído

Por incrível que pareça, o nível de ruído do carro é bom, comparável ao Ônix. Não é coincidência dos dois serem bem silenciosos, pois ambos são 4 cilindros.

 

Suspensão e Rodado

Surpreendentemente é um carro macio ao rodar, principalmente em ruas esburacadas que quase nem existem no Brasil… Eu particularmente prefiro um carro mais “firme” como o Ônix e Ka. Para o uso diário este acerto de suspensão mais macia é ideal.

Só precisa cuidar com a rolagem da carroceria pra não se perder em curvas feitas mais agressivamente.

 

Esta versão é equipada com pneus 185/65 R14, que já acho além da medida ideal. Na versão 1.6 que tem no site da VW, consta a medida 195/55 R15.

Eu tenho sérias críticas quanto a esta medida exagerada dos pneus/rodas das versões de entrada. Sandero e Ônix tem o mesmo “problema”. Parece até que as montadoras usam pneus/rodas maiores para compensar problemas de equilíbrio do carro. Ou porque o brasileiro é mais interessado em “rodão” do que segurança…

Sabiam que Jetta o versão de entrada nos EUA, assim como vários carros usam calotas e rodas de ferro? Em compensação entrega pelo menos 4 air bags e tudo quanto é sistema de segurança.

 

Vida a bordo

Já de cara ao sentar no banco você percebe o quanto mudou o Gol e se adaptou ao estilo de ser dos seus concorrentes, pois esta versão é de longe a que tem a posição de dirigir mais alta em relação às gerações anteriores do Gol. Uma pena, pois quanto mais baixo a posição de dirigir, melhor para circulação das pernas e conforto, mas para quem é baixinho é importante um banco mais alto.

 

Ainda sobre os bancos, a posição “H” é ruim igual ao Ônix e HB20. A base do assento é muito curta.

O encosto das costas é estreito, e no geral a impressão é que você está sentado e encostado numa tábua, igual aos bancos dos Airbus A319 e A320 que circulam no Brasil.

A elevação do banco não é muito intuitiva, pois ela regula só a inclinação igual ao HB20. A alavanca de regulagem de altura é a coisa mais tosca que já vi! É enorme! Ocupa toda lateral esquerda do banco do motorista.

Pergunta: Se for para ter umas coisas destas, porque não deixar o banco fixo e entregar outras coisas mais úteis?

 

O painel de instrumentos é “inspirado” nas linhas dos primos ricos da VW, com linhas retas e bem espartano, mas o mais importante é que não faz barulhos. Talvez seja mais prudente avaliar este quesito num veículo com mais tempo de quilometragem de uso.

Os mostradores são bons, mas o velocímetro é poluído. Marca até 240 Km, então as marcações ficam amontoadas. Se marcasse até 200 Km seria mais nítido saber a velocidade.

Este é um ponto que eu acho RIDÍCULO! Quanto maior for o valor do velocímetro melhor!?!?!? Mas por incrível que pareça, é algo que ainda atrais os mais “ignorantes”…

Painel Gol 1.6 MSI

Painel Gol 1.6 MSI

 

A direção do carro apesar de ser de assistência hidráulica, é muito pesada. Parte da culpa são os pneus de trator…

 

Sobre os pedais do veículo, a posição é deslocada e mal posicionada, principalmente da embreagem. Fica muito à direita e bem próximo do freio. Este posicionamento incomoda porque você tem que ficar com as pernas mais fechadas que o usual de outros modelos.

O acelerador é o mais maluco que já usei! Não há diferença entre você pressionar o pedal 10% ou 100%, o carro entende que você quer andar em regime máximo. Burro que dói! Ohhhhh saudades dos acionamentos a cabo… O mesmo acontece com o freio. É bipolar total.

Mas verdade seja dita: Melhoraram a sensibilidade dos freios, que eram os mais ariscos que já havia dirigido. Hoje estão melhores, mas ainda sim com estes problemas de ser 8 ou 80. Dependendo da velocidade que é acionado, ele muda a pressão das pinças. Isso é muito perigoso! O carro dá freadas bruscas.

 

Sobre os itens de conforto, não existem! Simples assim.

O carro é praticamente um Celta maior, o que o leva a 2ª posição de “tosquice”. Nem vou detalhar muito para não se estender nos comentários, mas o projeto, levando em consideração os mimos, parou no tempo…

 

Tem trava elétrica, mas não tem controle remoto. Quando você anda com o carro ele não trava sozinho, e quando desliga, ele não destrava. Aperte o botão de desarme da trava para não passar raiva quando for pegar algo na porta de traz e ela não abrir.

 

Faltam porta-trecos.

 

Falta um computador de bordo, mesmo que seja básico. É algo tão fácil de fazer que beira o ridículo. Os dados estão lá no OBDII da IE do carro. Só exibir! Isso acontece também nos Ka SE. Mais de R$ 40.000,00 em carros que não tem o mínimo de informação é “pacaba”!

 

Não tem abertura interna de porta malas. Nem abertura interna de tampa do tanque.

 

Neste modelo que peguei, apesar de zero KM, a tampa do porta-malas só fecha na porrada.

 

Motorização e câmbio

Esta parte me surpreendeu. É um projeto ultrapassado (família EA-111) e tem somente 105 cv, mas responde bem, pois é configurado para entregar muito torque em baixo giro. Isso o torna bem ágil na cidade e o faz ganhar velocidade muito rápido, contudo depois de ganhar certa velocidade ele sofre para desenvolver mais. Passando de 4 mil RPM só faz barulho e bebe muito, pois a curva de torque está quase no pico.

 

Sobre o câmbio, é curto, preciso e bem posicionado. Essa é a marca registrada dos VW e eu adoro este câmbio.

Só acho muito estranho ele trabalhar “verticalmente”. Acontece que conforme você pega no câmbio para mudar marcha ele “afunda”. Este recurso de “afundar” é usado para engatar à ré.

 

Consumo

KM inicial: 4.824

KM final: 5.000

 

Abastecimento: 19,8 litros. Andei só na “pinga” (etanol).

–> 8,9 Km/l na pinga. Considero razoável.

 

COMENTÁRIOS GERAIS

Carro tosco e projeto ultrapassado, ou seja, “pé de boi”. Sem mais.

Acho um absurdo este carro, mesmo sendo 1.6, estar numa categoria de locação acima do HB20, Ka, Ônix e Sandero. Quiçá, deveria estar no mesmo patamar do Celta e Unão. Mas isso é reflexo da fama do Gol. Nos áureos anos 90 e começo dos 2000, este carro sem dúvida era uma excelente compra, mas muito pela “falta” de concorrência descente do que pelo que entregava.

 

Tem muita gente ignorante (no sentido de não conhecer) alugando carro, e mal sabem sobre outros modelos de carros e suas características. Conheço muita gente que afirma: Carro bom sempre foi Gol!. Mas quando andou com o Sandero e o Ka+ ficou sem me responder se trocaria o Gol por estas opções.

 

Pergunta crucial

Independente de preço ou poder aquisitivo, você compraria este carro?

Não!

VW Gol 1.6 MSI Trendline

VW Gol 1.6 MSI Trendline

 

Grande abraço!

Eder Matias

 

Eder Avalia

2 thoughts on “Avaliando Gol 1.6 MSI 2016/2017 – Trendline”

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