23/06/2017

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Passamos o Onix Joy 2017 no pente fino
Chevrolet Onix Joy 1.0

 

Na véspera de ano novo (31DEZ16) precisei de um carro para passar o réveillon na casa do meu compadre e o carro locado desta vez foi um Chevrolet Onix Joy com motor 1.0. A avaliação desse carro se revelou uma aventura pois ocorreu um problema misterioso que até então nunca havia ocorrido em nenhuma outra locação anterior em 30 anos que alugo veículos e esse problema será relatado oportunamente na segunda parte da avaliação.

 

Condições do teste:

O carro rodou apenas em perímetro urbano nas cidades de São Caetano do Sul/SP e São Paulo/SP com tempo bom e temperatura média em torno de 30ºC e não enfrentou trânsito pesado, pelo contrário, as ruas destas duas cidades na véspera e no dia da Confraternização Universal (dia de ano novo) estavam praticamente desertas.

 

Avaliação do Carro:

 

Posição de dirigir: O carro não tinha bancos de couro e nem ajuste elétrico – nem mesmo para o motorista – também não possuía regulagem da altura do banco e nem do assento em separado do encosto, possuía apenas o básico: regulagem da distância dos pedais e de inclinação do encosto – através de alavancas – e foi difícil encontrar uma posição confortável, explico o porquê: ao fazer todas as regulagens possíveis o encosto ainda possuía aquele ressalto que me pegava nas costas bem na altura dos rins e me incomodava como foi na locação do Onix LT, confira clicando aqui

Dessa vez me incomodou menos é verdade mas ainda assim incomodou, procurei uma explicação para isso e até imaginei que a Chevrolet pudesse ter tentado solucionar o problema, mas na verdade acredito que tenha mais a ver com a quilometragem do carro, o Onix testado anteriormente estava com 11649 km e o carro desse teste estava com apenas 271 km, ou seja, é bem provável que quando este estiver com os mesmos 11 mil km do outro muito provavelmente também apresentará o mesmo problema de “espuma cansada” do encosto do banco do motorista

 

O volante tem um bom tamanho, não é pequeno e nem grande, no tamanho certo e dessa forma não atrapalha a visão do painel de instrumentos mas a única coisa que ele faz além de direcionar o carro é dar acesso à buzina, sim o único item adicional ao volante do Onix Joy além do compartimento do Air Bag é a buzina, não tem controle de rádio e nem ajustes de profundidade ou angulação na coluna de direção, é bem pobre mesmo.

 

Os instrumentos do painel de leitura que em parte é digital (o tacômetro é analógico) eram bem claros, mostravam bem as principais funções e pude reparar diferença de até 5 km/h na marcação da velocidade entre o velocímetro e o que aferiam as lombadas eletrônicas para limites de até 50 km/h e diferença de até 4 km/h a maior no velocímetro do carro para lombadas eletrônicas com limite de 40 km/h, ou seja, a diferença de marcação gira em torno de 10% a maior no velocímetro do carro do que a realidade. Apesar de ter gostado bastante do velocímetro digital senti falta de um marcador de temperatura do motor que neste carro é inexistente.

 

O tapete do motorista se é que era o “tapete original” do carro não possuía nenhum tipo de encaixe ou ganchos no assoalho que colaboram para que eles permaneçam sempre na posição ideal sem deslizarem e sem interferir no acionamento dos pedais de acelerador, freio e embreagem.

 

Por falar em tapete e pedais, a GM deve ter dado uma corrigida na pedaleira deste carro pois apesar de não possuir uma boa distância entre os pedais de acelerador e freio o de embreagem possuía uma distância um pouco maior em relação ao pedal do freio em comparação com o último Onix avaliado

 

Para finalizar, a alavanca do comando de acionamento das setas de direção e a alavanca do comando de acionamento do limpador de para-brisas não possuíam comando do tipo “toque leve” daquele que basta encostar na alavanca e as setas ou o limpador já são acionados.

 

Mas nem tudo são críticas, há ao menos um elogio para ser feito à este Onix “super-pelado”, o carro possuía regulagem de altura do ponto de fixação na coluna do cinto de segurança do lado do motorista.

 

Voltando às críticas, o carro não possuía trava automática das portas daquelas que basta o veículo estar em movimento que acima de 20 km/h todas as portas se travam automaticamente entretanto o condutor consegue travar todas as portas do carro acionando manualmente a trava que se encontra no recesso da porta junto à maçaneta do lado do motorista ou acionando a tecla específica no painel central que fica acima do botão de controle de temperatura do ar condicionado, ao lado da tecla de acionamento da luz intermitente de emergência, vulgo pisca-alerta.

 

O carro também não possuía retrovisores elétricos e ainda tinha uma esquisitice: os controles dos vidros elétricos (que no caso do Onix Joy estão presentes apenas nas portas dianteiras) saíram do puxador da porta do motorista e foram parar no console central ao lado de dois espaços porta-trecos pouco à frente da alavanca do freio de estacionamento.

 

No geral, a posição de dirigir é bem sofrível por conta de tudo o que foi relatado acima.

 

Espaço interno e conforto: Ruim se você tem família, esposa e filhos por exemplo, mas se você é solteiro ou solteira ou até mesmo casado com no máximo um filho e usa o carro apenas no dia a dia para trabalhar ou se deslocar em pequenos trajetos sobretudo na cidade grande, cumpre bem o objetivo e como o usei apenas para passear com filha e esposa, nessas condições, sobrou espaço. No quesito conforto ele tinha um acabamento bem espartano como todo carro dessa categoria. Apesar disso a chave de contato do carro era de perfil dobrável tipo canivete (coisa que nem o Etios 1.3 X tinha) e possuía teclas de acionamento do sistema de alarme do carro.

 

Para finalizar o assunto “Espaço interno e conforto”, o Onix Joy não possuía cinto de 3 pontos na posição central do banco traseiro mas possuía direção eletro assistida (um motor elétrico te ajuda a girar o conjunto de direção ao invés de usar uma bomba hidráulica) e progressiva o que permitia uma condução muito segura, era mole apenas quando necessária, em manobras e em baixa velocidade. Do resto não houve do que reclamar.

 

Porta-malas: Como em todo carrinho pequeno é quase inexistente e com uma desvantagem adicional, no Onix Joy o estepe fica sob o assoalho do porta-malas o que será sempre um transtorno caso o porta-malas estiver sendo utilizado e o motorista precisar fazer uso do estepe. Mais uma vez está comprovado que carros desta categoria não são os veículos ideais para longos trajetos e viagens em família. E nesse quesito somamos uma outra esquisitice à lista do Onix Joy, o estepe é do tipo estreito, ou seja, é maior (roda aro 16) e mais estreito que os demais pneus do carro (aro 14), até ai nada demais, o problema é que ele fica sob uma tampa na qual se gasta alguns minutos para se “desrosquear” a porca que a prende e removê-la totalmente, o que desencoraja o motorista a verificar a calibragem do estepe devido ao trabalho que dá.

 

Ar condicionado: Não era digital e não possuía difusor de ar para quem vai no banco de trás, além do que não deu conta do recado. Para manter o ambiente minimamente fresco era necessário manter os botões seletores da temperatura do ar condicionado e o da velocidade da ventilação forçada em potência máxima além de se fazer necessário fechar a entrada de ar externo. Tudo bem que a temperatura externa variou entre 28°C e 32°C entretanto o fato de precisar trabalhar em velocidades e cargas máximas 100% do tempo e com apenas 3 passageiros a bordo demonstra claramente que o ar condicionado neste carro não é dimensionado a contento lembrando que em certas regiões do país as temperaturas no verão e até mesmo no inverno passam muito facilmente de 34° centígrados, a impressão que me passou é que o ar condicionado deste carro não está preparado para um país tropical como o nosso.

 

Nível de ruído: Não foi observado nenhum ruído excessivo que pudesse ser relatado aqui. Primeiro porque eu rodei pouco com este carro e não foram enfrentados pisos irregulares de asfaltamento ruim e o carro rodou apenas em perímetro urbano com velocidade máxima de 60 km/h

 

Vida a bordo: Em termos de facilidades a bordo O Onix Joy não possuía nada demais, não havia kit multimídia, não havia sistema de som de qualidade, existia apenas um rádio AM/FM com entrada USB com auto-falantes localizados nos painéis das portas dianteiras e traseiras e só.

 

Suspensão: A suspensão não é um primor do silêncio como aquelas dignas de carros luxuosos, mas mostrou-se satisfatória, absorve bem os impactos e o barulho de pisos irregulares, já vi mais silenciosas mas apenas em carros de categoria superior. É preciso considerar também que o carro estava com apenas 271 km e como tal todos os componentes da suspensão estavam bem justos e novos.

 

Motor: Parecia estar bem dimensionado para o carro pois respondia bem e era silencioso. O motor 1.0 do Onix Joy ainda é um 4 cilindros mas ao que parece é de uma boa safra. Não ficou devendo nada para os 3 cilindros modernos das outras montadoras que estão na moda hoje em dia, com 80 cavalos (58,8 KW/ 78,9 HP) a 6400 rpm abastecido com etanol e 78 cavalos (57,4 KW/ 76,9 HP) a 6400 rpm abastecido com gasolina parecia ter potência suficiente para atender a proposta do carro e em nenhum momento percebi alguma falta extrema de potência ou batidas de válvulas em subidas íngremes, ou seja, pode não ser nenhuma maravilha de motor mas atende bem no trânsito urbano.

 

Câmbio: A relação é boa, as 6 marchas são bem escalonadas além de suficientes para a atender a proposta do carro.

 

E assim termina a primeira parte desta avaliação.

 

Continua…

 

Ricardo Rico

 

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2 comentários em “Avaliação | Chevrolet Onix Joy 1.0 | 271 km”

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