A tecnologia automotiva é um dos temas principais da equipe do Avalia Carros. Veículos elétricos, híbridos, carros não poluentes, autônomos, tudo isso faz parte de nossa pauta. É o que entendemos ser o futuro do mercado automobilístico. E no meu caso pessoal, acho que isso já deveria estar no presente da indústria automotiva.
Acontece que, por N motivos, ainda temos que conviver com uma tecnologia atrasada, poluente, cara, perigosa e irracional. Pior ainda foi ver os trambolhos (SUVs) que as montadoras apresentaram na edição deste ano do Salão do Automóvel. Me incomodou demais; tanto que fiz um artigo falando sobre os monstrinhos caros e gastadores. Está muito claro que a indústria ainda vai seguir por muitos anos vendendo a ilusão que o consumidor precisa de uma “jamanta” pra ser sentir seguro. Mentira!!!
No caso do Brasil, temos o agravante da falta de uma política clara para o futuro do mercado. Está tudo nas mãos das montadoras. Ao sabor do vento. E sabemos pra onde o vento está soprando. Ainda mais quando o governo (e até a economia nacional) está montado numa petroleira estatal. E sabemos bem como o governo dirige esta estatal. Não preciso entrar em detalhes.
O triste da história e que o ano de 2016 está perto do fim e ainda precisamos discutir um assunto tão velho. Velho, alguns irão perguntar. Sim, este assunto é antigo, já deveria estar superado e estarmos pensando na segunda etapa do processo. É um assunto tão antigo quanto os catalisadores. Vocês lembram da novela que foi? Depois foi a novela dos airbags. E depois a do freio ABS. Agora temos a novela do carro elétrico. E ela nem começou em nosso país. Primeiro por culpa do autor, desinteressado. Depois por causa do diretor, ocupado com outras produções. E por fim por culpa dos atores, canastrões ao extremo. Sendo assim, só resta ao público (nós) ficar esperando. E parece que vamos esperar por muito tempo.
Então, enquanto esperamos sentados, vamos refletir sobre o assunto. Mas para uma reflexão ser útil é bom conhecer mais sobre a história do carro elétrico. E minha dica é que todos assistam o documentário abaixo. É muito elucidativo e mostra como o carro elétrico foi boicotado pelas montadoras, pelas petroleiras e pelos agentes públicos. Recomendo fortemente que cliquem no play e assistam o filme. E que depois indiquem para os amigos.
(Tony M.)
Bônus:
Por que a GM mandou destruir carro elétrico visionário que antecipou a Tesla?
Saiba mais clicando aqui

Revista 4 Rodas – Agosto de 1997 – página 14
Leu o artigo editorial anterior?
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Eu assisti o filme e cheguei a conclusão que não existiu um único culpado mas sim um grande complô entre as montadoras e as empresas de petróleo formando uma grande negociata com participação ampla e total do governo federal estadunidense representado na pessoa do ex-presidente George W. Bush contra as leis anti-poluição do Estado da California, afinal conceder US$ 100 mil dólares em incentivos fiscais para quem comprava um Hummer monstruoso a diesel e apenas US$ 4 mil para quem comprava um carro elétrico EV1 zero emissões é para aniquilar qualquer intenção de compra ou mercado de veículos elétricos em formação.
Por sorte parece que toda essa corja se desfez com a grande crise estadunidense, afinal em menos de 4 anos da aniquilação total dos carros elétricos na California em 2004, a GM pediu concordata e quase faliu em 2008, fato que não ocorreu porque Barack Obama salvou a companhia da falência quando assumiu a presidência dos Estados Unidos, entretanto exigiu uma nova presidência para a empresa comprometida com a redução de poluentes e fabricação de veículos menores e mais eficientes do ponto de vista do consumo de energia, inclusive atualmente a GM já anunciou que quer ser uma empresa totalmente “VERDE” até 2050.
Pois é, agora quase todas as montadoras querem ser “verdes”. Mas não devemos esquecer o quanto foram CINZAS!
Excelente filme. Bobo é quem acredita que as montadoras pensam nos consumidores…
A gente ouve “energia limpa”. Mas as montadoras ouvem “energia limpa o bolso do consumidor”. 🙂
Verdade. Por enquanto só a elite tem acesso, mas não foi assim com o pró-álcool no Brasil? Quando o álcool era barato só o rico podia ter um carro a álcool. Quando finalmente o carro a álcool ficou velho e o pobre podia usufruir do combustível que era subsidiado pelo governo eis que o governo eliminou o subsídio e o combustível ficou caro! Ai o rico passou a usar outro combustível subsidiado, o Diesel, em seus SUV monstruosos e poluidores!