Volkswagen GOL CL 1.8 1989 | Teste de Longa Duração
Menos de 1 mês após ser retirado da funilaria e tivemos a primeira quebra de componente. Confira:
No dia 3 de abril em deslocamento pela Avenida Radial Leste em São Paulo-SP poucos metros antes de passar em frente ao “Itaquerão” (o estádio do Sport Club Corinthians Paulista) ao passar por um desnível no piso (que causou um solavanco no carro) escutei um estalo vindo do porta-malas e na sequência iniciou-se um barulho de arrastamento, algum componente havia se soltado do carro e estava sendo arrastado pelo asfalto. Em princípio pensei se tratar do sistema de escapamento afinal eu já havia percebido que os coxins de borracha do sistema de escapamento (vulgo morceguinhos) encontravam-se ressecados e com rachaduras. Pois bem, como eu estava em deslocamento em direção a um estúdio para um ensaio musical deixei para averiguar e possivelmente consertar o tal componente ao chegar ao meu destino final. E qual não foi minha surpresa ao chegar ao referido estúdio olhar por baixo do veículo e constatar que o sistema de escapamento encontrava-se intacto e no seu devido lugar e o que causava o tal barulho de arrastamento era na verdade uma das cintas de aço que prendem o tanque de combustível ao veículo, que havia se rompido e estava sendo arrastada pelo chão. Fiquei assustado porque este é o tipo de componente que eu pensei que durasse o tanto que durasse o carro, ou seja, que nunca se quebraria. Amarrei provisoriamente com um fio a cinta rompida na outra cinta ainda intacta torcendo para esta também não se romper (afinal se a segunda cinta quebrasse muito provavelmente o tanque cairia no chão), e consegui voltar para São Caetano do Sul mas não sem antes enfrentar outro problema: ainda em frente ao estúdio ao tentar dar a partida no motor do carro percebi uma completa falta de energia elétrica, o sistema elétrico estava completamente “off” como se o carro tivesse uma chave geral e esta tivesse sido desligada. Abri o capô do carro e fui direto onde eu imaginei que fosse a fonte do problema: a bateria, bingo! O cabo negativo da bateria (aquele que é conectado a lataria do carro) estava prestes a se quebrar também faltando poucos milímetros para romper-se de vez. A solução foi envolver o polo negativo da bateria com o próprio cabo já que este é mais cumprido que o necessário. Pronto, o problema estava provisoriamente solucionado bastando posteriormente apenas adquirir um cabo de bateria negativo novo e substituir o antigo solucionando de vez o perrengue ao custo de R$ 45,35, confira as condições do cabo anterior:

Cabo polo negativo da bateria

Cabo polo negativo da bateria deteriorado – “por 1 fio”

Cabo polo negativo da bateria novo instalado
Após retornar a São Caetano montei na moto e corri até a loja de auto-peças e comprei a última cinta de tanque de combustível que havia no estoque ao custo de R$ 156,32. Ao voltar da loja eu mesmo troquei o componente que deu um baita trabalho pois onde se encontra o tanque de combustível é um lugar chato de se mexer, apertado, apenas um tipo de chave serve e ainda por cima gira pouco, tem que ficar com a mão para cima o tempo todo e isso dói e cansa o braço. Após a troca do componente ao analisar a peça quebrada pude reparar que era uma quebra anunciada afinal pude perceber que dos 4 centímetros de largura da tal peça apenas uns 5 milímetros marcava um rompimento recente, os outros 3 centímetros e 5 milímetros estavam já “enferrujados”, ou seja, a um bom tempo que a peça vinha se partindo até romper-se de vez naquele momento. Confira as condições da peça:

Cinta do tanque de combustível quebrada

Cinta do tanque de combustível – parte que arrastava no chão

Cinta do tanque de combustível nova instalada (a direita)

Cinta do tanque de combustível nova instalada (a esquerda)
Mas este não foi o maior gasto com o carro neste mês, o maior gasto foi com o reparo do chicote do marcador de combustível do painel de instrumentos que não estava marcando a quantidade correta de combustível que continha dentro do tanque do veículo ao custo de R$ 180,00. O marcador de combustível nunca marcava tanque cheio mesmo este estando com gasolina até a altura do bocal e iniciava a reserva mesmo com autonomia para mais de 100 quilômetros.
O terceiro maior gasto com o carro foi a instalação de carpete nas laterais do tampão do compartimento de bagagens (porta-malas) ao custo de R$ 100,00.
Já o quarto maior gasto foi com um novo retrovisor interno ao custo de R$ 65,00 uma vez que o anterior que foi comprado no mês passado não continha o botão de regulagem piramidal anti-ofuscante. O novo é um retrovisor de marca original do carro mas do modelo 1995 (Gol bolinha) que serviu assim mesmo pois possui o mesmo tipo de encaixe. Para finalizar, houveram diversos outros gastos mas nenhum ultrapassando R$ 50,00, como a troca do retrovisor externo do lado direito ao custo de R$ 49,66 por exemplo. Para consultar os gastos detalhados do mês, clique aqui
Ainda haverão outros gastos diversos por conta de acabamento interno, instalação de auto-falantes melhores, instalação de trava elétrica das portas, troca das rodas por outras de raio maior, enfim, aguardem as novidades que estão por vir.
É isso ai pessoal, até a próxima!
Ricardo Rico
Membro da equipe Avalia Carros, Ricardo Rico é Instrutor de Trânsito formado pelo CEVAT credenciado pelo DETRAN/SP e também é DOV – Despachante Operacional de Voo.
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