19/01/2026

carros testados e avaliados

Avaliação da utilidade do Rodízio Municipal em São Paulo
RODÍZIO MUNICIPAL INÚTIL

 

A Prefeitura da Cidade de São Paulo deveria aproveitar o período de recesso do RODÍZIO MUNICIPAL e acabar definitivamente com ele. Beirando a inutilidade o rodízio é injusto, ineficaz, inócuo, além de servir ao lobby dos carros elétricos.

 

Criado inicialmente pelo Governo do Estado de São Paulo, o rodízio tinha sobretudo a função ambiental de reduzir a poluição do ar, valia o dia inteiro no Estado todo. Ninguém podia nem mesmo tirar o carro da garagem no dia do rodízio no Estado inteiro sob pena de multa.

 

Devido sua inconstitucionalidade, depois de algum tempo em vigor, o Governo do Estado de São Paulo resolveu acabar com ele, mas a Prefeitura da Cidade de São Paulo gostou da ideia e resolveu adotá-lo no chamado centro expandido da cidade desta vez com a desculpa de reduzir o trânsito nos horários de pico na região central e assim criou-se o rodízio municipal de veículos nos moldes como o conhecemos hoje, em dias e horários específicos.

 

No começo até era eficaz, mas hoje é completamente inútil. Inútil porque com os altos preços cobrados pelos novos automóveis e combustíveis quem dirige diariamente na área do rodízio municipal é quem de fato precisa, mas sobretudo quem tem condições de manter um veículo e rodar com ele todos os dias. E esses dois fatores somados faz com que quem tenha condições de rodar diariamente com um carro na área de atuação do rodízio normalmente possui mais de um veículo, as vezes dois ou três com finais de placa diferentes para justamente burlar o famigerado rodízio. Se não é a própria pessoa ou mesmo empresa que possui o segundo ou terceiro veículo, o usuário faz uso do carro da esposa, do sogro, da sogra, do irmão, do pai, da mãe e por ai vai, a lista é bem extensa. As próprias locadoras de veículos cedem aos clientes veículos com finais de placa que não coincidam com o dia do rodízio.

 

Para ajudar na ineficiência total do tal rodízio, a falta de fiscalização permite que veículos com pendências de multas e licenciamentos circulem livremente pela área do rodízio em dias e horário proibidos. E o pior de tudo, a própria Prefeitura burla o tal rodízio ao beneficiar os proprietários de carros elétricos alegando que são veículos de emissão zero e amigos do meio ambiente. Pura balela, afinal a finalidade do rodízio não é ambiental mas redutora de trânsito, ou seja, a própria Prefeitura desvirtua a finalidade do rodízio ao permitir os veículos elétricos ocuparem espaço físico na via pública em dias e horários não permitidos, afinal o carro elétrico não utiliza fios elétricos para se locomover mas sim a via pública como qualquer outro veículo. A liberação para veículos elétricos de circularem livremente na área do rodízio beira a irregularidade e é passível de processo no Ministério Público.

 

Liberar os carros elétricos do rodízio é nefasto

 

Em um país em desenvolvimento como o Brasil onde 60% da população vive de salário mínimo e 70% da população se encontra endividada, liberar o carro elétrico do rodízio é um tapa na cara do cidadão classe média que não tem condições de comprar um carro elétrico, vejamos:

Carros elétricos são caríssimos e quem pode comprá-los são pessoas abastadas, ai além de obterem benefícios na compra dos carros, como isenção de IPVA, a burguesia ainda tem o benefício de poder furar o bloqueio do rodízio, é a Prefeitura dizendo ao cidadão:
– Cidadão de bem e de posses, você pode comprar um carro elétrico caríssimo e com isso ganha o direito de burlar o rodízio municipal. Já você cidadão de bem MAS SEM POSSES, você NÃO pode comprar um carro elétrico caríssimo e com isso também pode burlar o rodízio municipal mas será multado por isso.
Enfim, se não é necessariamente um ato fora-da-lei é no mínimo antiético, a Prefeitura arrecadar impostos de “todos” e beneficiar apenas alguns.

 

Por fim, além de ferir o direito de ir e vir do cidadão o rodízio de veículos é injusto, excludente e beneficia o lobby dos carros elétricos. Meu carro já foi multado em decorrência do rodízio mas não por culpa minha, sai de casa com tempo hábil para conseguir sair da área de atuação do rodízio mas o trânsito infernal das marginais por obras nas pistas em horário inapropriado me fez perder tanto tempo que antes que eu conseguisse me ausentar da área de atuação do rodízio o mesmo começou a valer e a multa inevitavelmente veio. Mais justo seria acabar com o Rodízio e criar um pedágio urbano na área central com pórticos automáticos sem cancelas, afinal impedir o direito de ir e vir do cidadão é inconstitucional mas cobrar pedágio não, desde os tempos da Grécia antiga.

 

Então, antes que chovam processos na justiça contra a Prefeitura melhor acabar logo com essa injustiça.

 

É isso ai pessoal, até a próxima!

 

Ricardo Rico
Membro da equipe Avalia Carros, Ricardo Rico é Instrutor de Trânsito formado pelo CEVAT – Centro Educacional de Valorização de Trânsito e credenciado pelo DETRAN/SP, também é DOV – Despachante Operacional de Voo.

 

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Editorial

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