A notícia do dia é referente ao lançamento da montadora chinesa Chery. Agora a aposta da empresa é um carro popular, o QQ, vendido por R$ 29.990 na versão básica.
A Chery anunciou nesta terça-feira (18) o início das vendas do QQ fabricado no Brasil. Trata-se do segundo modelo a sair da linha de montagem da empresa no complexo de Jacareí, no interior de São Paulo (o primeiro foi o Celer).
Até então, o “New QQ”, como é chamada a nova geração do carrinho pela montadora, era trazido por meio de lotes diretamente da China.
O subcompacto já pode ser encontrado nas concessionárias a partir desta semana, pelos mesmos preços do QQ importado. São valores que, embora não tenham caído por conta da nacionalização, fazem do QQ o único carro vendido atualmente por menos de R$ 30 mil.
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A configuração de entrada oferece ar-condicionado; direção hidráulica; vidros elétricos dianteiros; sistema de som com rádio AM/FM, reprodutor de MP3, entrada USB e dois alto-falantes; DRL (Day Running Lights), trava central nas chaves, rodas de aço (com calotas aro 14) e os obrigatórios freios com ABS (antitravamento) com EBD (distribuidor da força de frenagem) e airbag duplo.
Já a versão ACT agrega rodas de liga leve (também de 14 polegadas), vidros elétricos traseiros, retrovisores externos com ajuste elétrico, limpador e desembaçador traseiro e quatro alto falantes ao sistema de som.
Além do selo nota A do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro, o QQ é o primeiro carro de fabricante chinesa a figurar no ranking Car Group do Cesvi, que lista os modelos com os melhores índices de reparabilidade.
(notícia do portal UOL)
Nem vou discutir a especificação do QQ ou seu design estranho. Também não vou reclamar sobre o motor, que só bebe gasolina. O problema da Chery é definir seu objetivo no Brasil. E o mesmo vale pra todas as montadoras chinesas que vieram tentar a sorte em nosso país. Parece que não estudaram o mercado e nem planejaram sua empreitada.
Neste ano a Chery sofreu com uma greve longa e paralisou suas atividades por um longo período. Inclusive está parada neste momento e o QQ vai vender as unidades já estocadas. A produção efetiva só será retomada no ano que vem.
Outro ponto, definitivo, é o preço. Não será um valor 500,00 ou 800,00 abaixo dos concorrentes mais tradicionais que vai animar o consumidor. Sabemos que o consumidor brasileiro é pouco racional na hora de comprar um carro. Mas a Chery não deveria contar apenas com essa mentalidade infantil do seu potencial consumidor. O certo seria buscar uma política de preços mais agressiva. Talvez oferecendo o QQ abaixo de 25.000! Só assim pra tentar vingar no mercado e alcançar uma produção compatível com o investimento.
Caso insista na mesma estratégia das montadoras maiores, só vejo um caminho. O mesmo que já afastou outras montadoras que se aventuraram por aqui. Desistir da operação no Brasil.
(Tony M.)
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Para mim continua caro e com isso eu acumulo mais uma decepção afinal é como você escreveu a esperança era que assim que fosse nacionalizado o QQ custasse no máximo R$ 25 mil e não continuar com preços equivalentes ao das montadoras mais tradicionais.
Esse carro venderia como água no deserto se custasse 1/3 menos ou seja, no máximo R$ 20 mil.
Na verdade pelo que eu ouço falar a culpa por esse tipo de absurdo nem é das montadoras chinesas mas sim dos parceiros brasileiros gananciosos, em suma, os chineses estão mal assessorados, o lobo mau já se apropriou da casa da vovó e pelo visto jamais teremos carro barato nesse país.
Essa é a verdade!
Beleza!
Brasil é um mercado estranho para vender carros, e o consumidor mais ainda…
BMW criou uma montadora em Santa Catarina para vender a série 3 exatamente no mesmo preço da importada!
E agora está até mais cara…
Ainda sinto cheiro de “panelinha” junto as montadoras tradicionais. Ou seja, ou você vende no preço da média do mercado, ou está fora!
Até +
Parceiros gananciosos? Que história mal contada!
Que ganância idiota é essa que prefere vender 200 carros mensais por 30.000 em lugar de 3.000 carros por 25.000,00?
O tema ainda segue na pauta.
Pois é, filosofia econômica financeira típica do brasileiro, produzir pouco, mal e porcamente e lucrar horrores! Não é isso Arnaldo?