25/08/2019

carros testados e avaliados

Beleza galera!

 

Não são recentes as notícias sobre os famosos “airbags” defeituosos da marca japonesa Takata, contudo algumas declarações reveladas à imprensa em 2016 abalaram a confiança entre clientes e as montadoras de veículos, tornando o escândalo um caso dos mais graves já registrados na indústria automobilística. Grandes mídias com o The New York Times e a Folha de São Paulo vem acompanhando e divulgando muita coisa a respeito.

Em meados de Agosto/2016 surgiram relatos oficiais da GM norte americana que datam de 20 anos atrás, assumindo veladamente o risco de seus clientes se machucarem em troca de alguns trocados. Estes relatos estão em processo judicial tramitando nos Estados Unidos.

 

Como funcionou o “esquema”…

O caso ocorreu quando a fabricante de airbags Takata procurou a GM norte americana para oferecer um produto mais barato que o comercialmente vendido na época (década de 90). O conceito do “airbag” surgiu para salvar vidas, mas neste caso agiu com efeito oposto.

A GM então procurou sua parceira comercial, a Autoliv, para construir um airbag tão barato quanto o oferecido pela Takata. O fato é que a Autoliv e seu corpo de engenheiros detectaram que o reagente químico de acionamento do airbag era muito volátil (nitrato de amônio), e se recusaram a fazer o “novo” airbag nos moldes do apresentado pela Takata. O nitrato de amônio é sensível às variações de humidade e temperatura.

A GM continuou pressionando a Autoliv, alegando que o dispositivo da Takata era 30% mais barato e isso gerou indisposição entre a GM e sua fornecedora oficial da época, segundo Linda Rink da Autoliv.

Obviamente a Takata passou a ser o fornecedor da GM na época, mas não foi só ela…

Outra fabricante de airbag, a TRW, chegou a utilizar o nitrato de amônio nas suas peças, mas sabendo da volatilidade do componente químico, se viu obrigada a melhorar o processo fabril para “controlar” a volatilidade do nitrato de amônio. Isso gerou custos que encareceram o produto, e a TRW abandonou este produto químico de suas peças.

 

O saldo desta economia…

* Pelo menos 14 pessoas mortas

* Mais de 100 feridas

* Mais de 100 milhões de peças produzidas pela Takata, somente para GM norte americana.

Airbag Fail

Airbag Fail

 

Mas será que a palhaçada continuou por todos estes anos?

Sim! Há relatos do processo que outras 16 montadoras utilizam, até os dias de hoje, o airbag da Takata em seus veículos, com o mesmo componente químico que deu tanto problema no passado. O resultado disso é que quando os casos de mortes começaram a ser investigado, o “cerco fechou” e medidas restritivas e corretivas tiveram que ser tomadas.

O saldo dessa irresponsabilidade também inclui Recall de 2 milhões de veículos, só no Brasil, sendo as marcas mais afetadas as japonesas Honda, Nissan e Toyota. No total foram 30 milhões em todo mundo.

Atualmente a Takata dispõe no site deles um canal de comunicação para verificar se seu modelo de veículo possui o famigerado e temperamental airbag: Confira clicando aqui

Nota do redator: Fico pensando se os envolvidos na tramoia usavam os veículos equipados com estes airbags talibã…

 

A pergunta que fica é: Quanto vale uma vida para as montadoras de veículos?

Prefiro não responder… Tirem suas conclusões!

Outros casos que envolvem segurança podem estar ocorrendo exatamente neste momento, mas jamais teremos conhecimento até que pessoas sejam machucadas, tenham suas vidas tiradas, ou os órgãos competentes detectem as falhas antecipadamente, pois é muito provável que as montadoras atuais usem bem o conceito do “vai que cola”. No mundo dos negócios tudo é possível!

Para conter os aumentos de custos na linha de produção e montagem, toda montadora tem estreitas relações com seus fornecedores, e procuram sempre fabricar no menor custo possível. Mas isso pode atravessar os limites mínimos de segurança, e inclusive, éticos…

 

Qual a repercussão disso na relação Cliente x Montadora?

O que se nota, inclusive com o infame episódio do “Dieselgate”, é que as montadoras eventualmente procuram soluções que podem manchar sua reputação por anos, em detrimento de lucrar burlando regras e limites de segurança/ambientais. Neste caso, os índices de poluentes estavam sendo fraudados com a anuência da alta gestão da Volkswagen. O caso do Dieselgate será comentado em breve aqui. Aguardem!

O que pra mim é bem evidente, é que antes de querer manter uma “imagem”, é preciso zelar pela vida! Mas parece que isso não funciona na prática.

 

Grande abraço!
Eder Matias

 

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3 thoughts on “Quanto vale uma vida para as montadoras de veículos?”

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