19/01/2026

carros testados e avaliados

carro do futuro

Olá amigos do Avalia Carros. Vocês topam fazer o joguinho da associação de fatos? É bem simples, vejam os fatos abaixo:

 

1- Cada vez mais as montadoras de veículos abandonam os tradicionais salões do automóvel e apresentam suas novidades em feiras de eletrônicos, como a CES.

 

2- Algumas montadoras já criaram projetos de veículos compartilhados. Inclusive, já neste ano, em prática no Brasil. (Falaremos mais sobre isto em breve.)

 

3 – Quase toda semana recebemos uma notícia envolvendo parcerias entre montadoras, empresas de TI e gigantes da eletrônica e informática. Talvez, num futuro não muito distante, tenhamos dificuldade para separar as partes.

 

4- A Noruega, com seus 5 milhões de habitantes, já ultrapassou a marca de 100.000 veículos totalmente elétricos em suas ruas. Só perde para os EUA, China e Japão, com populações e frotas infinitamente superiores.

 

5- Nos Estados Unidos, em decorrência do leasing, o valor dos carros elétricos usados chegou ao patamar de 1/3 do mesmo veículo novo. E isso para carros com apenas 3 anos de uso! Tem carro usado valendo menos de 6.000 Dólares.

 

Então qual a relação entre tais fatos (não tão) isolados? A minha resposta é que já estamos na segunda fase do “joguinho”. Sim, o veículo 1.0 (não falo de motorização) já está morrendo e estamos presenciando o nascimento do veículo 2.0. E o veículo 2.0 é aquele que não usa combustíveis fósseis, é autônomo, é inteligente e, mais pra frente, voador.

 

Tenho certeza que muitos leitores devem estar me chamando de fantasioso e que estou fazendo um exercício de futurologia. Só que não é bem assim. Estamos no meio do processo, cada um vê o copo como bem entende. Pode estar meio cheio ou meio vazio. Mas a transformação está ocorrendo neste exato momento, diante de nossos olhos. E vai seguir, inexoravelmente. Só como exemplo disso, volto pra Noruega. A meta do governo local é que até 2025 só rodem veículos totalmente elétricos (ou de outra matriz não poluente) no país. Traduzindo: zero motores a combustão! Enfatizando: já em 2025!

 

A segunda revolução é mais conceitual e difícil de ser implementada. Ela exige uma mudança de valores e a troca do “chip” no elemento humano. Falando de forma mais simples, o cidadão precisa mudar seu conceito sobre carros. O carro não será tanto uma propriedade, mas algo que se usa. Digamos que ele será um utensílio (ou equipamento) urbano. Basicamente um equipamento de locomoção. Nada além disso!

 

Toda revolução provoca resistência. Não é fácil se acostumar com a mudança de hábitos tão enraizados. O ser humano odeia abandonar seus hábitos. E as empresas também temem mudanças radicais. Mas o temor e o hábito não terão força para segurar a mudança. Ela é inevitável. Então vou usar aquela famosa frase das redes sociais:
Aceita que dói menos!

 

(Tony M.)

 

Leu o artigo editorial anterior?
Acesse:

As Montadoras Querem Carros Elétricos?

 

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2 thoughts on “E Chegamos ao Veículo 2.0”

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