15/08/2020

carros testados e avaliados

Rodei mais de mil km com o FIAT Argo
FIAT Argo Drive 1.0

 

Uma semana antes do natal (19DEZ18) precisei de um carro para buscar meus pertences em Curitiba/PR e o carro locado desta vez foi um FIAT Argo Drive com motor 1.0.

 

Condições do teste:

O carro rodou em perímetro urbano nas cidades de São Caetano do Sul/SP e Curitiba/PR com tempo bom e temperatura média em torno de 30ºC e enfrentou trânsito pesado na volta da viagem no trecho entre São lourenço da Serra-SP na rodovia BR-116 Regis Bittencourt até a saída para a SP-021 o Rodoanel Mario Covas e também na SP-150 a Rodovia Anchieta no trecho entre São Bernardo do Campo/SP e a saída para São Caetano do Sul.

 

Avaliação do Carro:

 

Posição de dirigir: O carro não tinha bancos de couro e nem ajuste elétrico – nem mesmo para o motorista – possuía apenas o básico: regulagem da distância dos pedais e de inclinação do encosto.

 

O volante me pareceu pequeno porque atrapalha a visão do velocímetro (versão analógica) no painel de instrumentos mas possui teclas de controle do rádio e do computador de bordo além de ajustes de angulação da coluna de direção.

 

Os instrumentos do painel de leitura que em parte é digital eram bem claros, mostravam bem as principais funções e pude reparar diferença de até 3 km/h na marcação da velocidade entre o velocímetro e o que aferiam as lombadas eletrônicas para limites de até 50 km/h, ou seja, a diferença de marcação gira em torno de 6% a maior no velocímetro do carro do que a realidade. Só não entendi porque tem velocímetro digital e também analógico além disso como o digital fica no centro do painel e o analógico é imenso ele precisou ser deslocado para a esquerda, não bastasse isso, como o volante é pequeno acaba tapando parcialmente a visão do velocímetro, ou seja, o velocímetro analógico é algo um tanto quanto inútil.

 

O tapete do motorista era o original do carro pois possuía encaixes no assoalho que colaboram para que o tapete permaneça sempre na posição ideal sem deslizar e sem interferir no acionamento dos pedais de acelerador, freio e embreagem.

 

Para finalizar, a alavanca do comando de acionamento das setas de direção e a alavanca do comando de acionamento do limpador de para-brisas possuíam comando do tipo “toque leve” daquele que basta encostar na alavanca e as setas ou o limpador já são acionados.

 

Mas nem tudo são críticas, há ao menos um elogio para ser feito à este Argo, o carro possuía regulagem de altura do ponto de fixação na coluna do cinto de segurança do lado do motorista.

 

No geral, a posição de dirigir é agradável.

 

Espaço interno e conforto: Ruim se você tem família, esposa e filhos por exemplo, mas se você é solteiro ou solteira ou até mesmo casado com no máximo um filho e usa o carro apenas no dia a dia para trabalhar ou se deslocar em pequenos trajetos sobretudo na cidade grande, cumpre bem o objetivo e como o usei apenas para passear com filha e esposa, e viajar para Curitiba/PR apenas com minha filha, nessas condições, sobrou espaço. No quesito conforto ele tinha um acabamento bem espartano como todo carro dessa categoria. Apesar disso a chave de contato do carro era de perfil dobrável tipo canivete e possuía teclas de acionamento do sistema de alarme do carro.

 

Para finalizar o assunto “Espaço interno e conforto”, o Argo possuía direção eletro assistida (um motor elétrico que ajuda a girar o conjunto de direção ao invés de usar uma bomba hidráulica) e progressiva o que permitia uma condução muito segura, era mole apenas quando necessária, em manobras e em baixa velocidade. Do resto não houve do que reclamar.

 

Porta-malas: Como em todo carrinho pequeno é quase inexistente e com uma desvantagem adicional, no Argo o estepe fica sob o assoalho do porta-malas o que será sempre um transtorno caso o porta-malas estiver sendo utilizado e o motorista precisar fazer uso do estepe. Mais uma vez está comprovado que carros desta categoria não são os veículos ideais para longos trajetos e viagens em família.

 

Ar condicionado: Não era digital e não possuía difusor de ar para quem vai no banco de trás, mas deu conta do recado. Entretanto passei um perrengue com o sistema Start/Stop que vou relatar mais abaixo.

 

Nível de ruído: Não foi observado nenhum ruído excessivo que pudesse ser relatado aqui. Primeiro porque eu rodei pouco com este carro em perímetro urbano com velocidade máxima de 60 km/h e não foram enfrentados pisos irregulares de asfaltamento ruim, além do que na maior parte da quilometragem o carro rodou em rodovia com asfalto de boa qualidade.

 

Vida a bordo: Em termos de facilidades a bordo o Argo Drive não possuía nada demais, não havia kit multimídia, não havia sistema de som de qualidade, existia apenas um rádio AM/FM com entrada USB com auto-falantes localizados nos painéis das portas dianteiras e só.

 

Mas existia no carro um equipamento chamado Start/Stop e foi o meu primeiro contato com um carro equipado com isso, no começo foi mil maravilhas como toda novidade, mas o carro desligando a todo momento nas paradas de fila de pedágio na rodovia me irritou consideravelmente porque desligava também o ar condicionado. Então, passada a novidade, ter o carro desligando a todo momento que se para, passa a impressão de carro velho com problemas de carburador ou de injeção de combustível que não consegue se sustentar em marcha lenta, ou seja, mais parece um carro necessitando de revisão do que um veículo que possui um equipamento que é a última palavra em tecnologia de economia de combustível. Enfim, eu odiei. Por sorte o sistema podia ser desabilitado no Argo em uma tecla no painel central, o problema é que toda vez que o carro era desligado o sistema voltava a funcionar na nova partida, ou seja, ele não conseguia manter a memória da última utilização, “resetando” o sistema toda vez que o carro era ligado e voltando a me irritar.

 

Suspensão: A suspensão não é um primor do silêncio como aquelas dignas de carros luxuosos, mas mostrou-se satisfatória, absorve bem os impactos e o barulho de pisos irregulares, já vi mais silenciosas mas apenas em carros de categoria superior.

 

Motor: Parecia estar bem dimensionado para o carro pois respondia bem e era silencioso. O motor 1.0 do Argo Drive era um 3 cilindros moderno, com 77 cavalos a 6250 rpm abastecido com etanol e 72 cavalos também a 6250 rpm abastecido com gasolina. Parecia ter potência suficiente para atender a proposta do carro e em nenhum momento percebi alguma falta de potência ou batidas de válvulas em subidas íngremes, ou seja, pode não ser nenhuma maravilha de motor mas atende bem no trânsito urbano e até na rodovia com poucos passageiros a bordo.

 

Câmbio: A relação é boa, as 5 marchas são bem escalonadas além de suficientes para a atender a proposta do carro.

 

E assim termina a primeira parte desta avaliação.

 

Continua…

 

Ricardo Rico
Membro da equipe Avalia Carros, Ricardo Rico é Instrutor de Trânsito formado pelo CEVAT credenciado pelo DETRAN/SP e também é DOV – Despachante Operacional de Voo.

 

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Índice das Avaliações dos Carros

 

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Rico Avalia

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