Volkswagen GOL CL 1.8 1989 | Teste de Longa Duração
1 ano de uso
Nosso Gol foi recebido em doação em 1 de setembro de 2019. Lá se vão 3 anos e 8 meses de posse do carro, mas de uso contínuo ele acaba de completar 1 ano apenas. O carro começou a ser utilizado de fato apenas em Março de 2022. No período anterior ele se encontrava em reforma. Para maiores detalhes, acesse o início da Avaliação Permanente clicando aqui
E o olha que curioso, neste 1 ano de uso o carro valorizou, em Março de 2022 ele valia R$ 7.050,00 segundo a tabela FIPE. Hoje vale R$ 7.785,00
Já o Custo por Quilômetro Rodado despencou, confira:
Fechamento do mês de Março/2022:
R$ 3,64 por km rodado para CQRM ¹
R$ 163,51 por km rodado para CQRE ²
R$ 179,94 por km rodado para CQRG ³
Para maiores detalhes, acesse a matéria sobre os gastos de Março de 2022 clicando aqui
Fechamento do mês de Março/2023:
R$ 0,26 por km rodado para CQRM ¹
R$ 6,59 por km rodado para CQRE ²
R$ 8,12 por km rodado para CQRG ³
Para maiores detalhes, acesse a matéria sobre os gastos de Março de 2023 clicando aqui
Como se pode observar, no CQRM houve redução de 92,9% já no CQRE a redução foi maior, quase 96% e no CQRG em torno de 95,5% de redução. Tudo isso após rodar 6.982 quilômetros. Até Março de 2022 o carro havia rodado apenas 665 quilômetros (40.993 km no odômetro) e em Março de 2023 havia rodado 7.647 quilômetros (47.975 km no odômetro) desde a data de doação em 1 de setembro de 2019.
Resumindo, em 1 ano e quase 7 mil km rodados o Custo por Quilômetro Rodado caiu mais de 92% em todos os 3 parâmetros de medição provando que carro foi feito para rodar e não para ficar parado. Dividindo a quilometragem rodada neste 1 ano de uso a média foi de 582 quilômetros rodados por mês, se tivesse sido obedecido o conceito de Rodagem Mínima a redução nos Custos seria ainda maior. De acordo com o conceito de Rodagem Mínima o carro deve rodar pelo menos 834 quilômetros por mês. Para maiores detalhes, acesse a matéria clicando aqui
Curiosamente, justo no mês em que completou 1 ano de uso contínuo foi justamente o mês em que o carro não rodou. O mês de Março foi um mês muito chuvoso, com muitas quedas de barreiras em diversas localidades e rodovias o que desestimulou passeios e viagens com o carro.
E por falar em chuva descobri algo deveras interessante neste mês. Como o carro “dorme” na rua pois não tenho garagem para guardá-lo todo final de semana o encero para tentar manter a pintura em boas condições e neste mês de Março tão chuvoso descobri que o carro se suja mais com tempo chuvoso do que com o tempo seco, explico:
Quando começa a estação do inverno e as chuvas ficam escassas o carro fica visivelmente mais sujo por conta da poeira suspensa no ar que acaba caindo na superfície da carroceria. Nesta época do ano, todos os dias pela manhã é costume ver sobre a pintura do carro fuligem (pó escuro resultante de queimadas ou de emissões dos escapamentos de ônibus e caminhões) e poeira de todo tipo e cor (proveniente de barro ou argila seca suspensa no ar). Neste caso basta um pano ou flanela seca para remover esta poeira sobre a pintura do carro.
Já quando chove o problema se torna mais complexo pois a chuva lava a atmosfera e traz com ela essas mesmas partículas de fuligem e poeira que estavam suspensas no ar. Acontece que quando essa chuva toca a lataria do carro trazendo esses elementos misturados na água (não sei dizer se a chuva em contato com elas se torna ácida), ela reage com a camada de cera protetora da pintura, e a resultante deste processo químico é uma substância grudenta e pegajosa e de cor escura que passa a escorrer por determinados pontos da carroceria tanto quanto mais forte for a chuva. Confira nas imagens abaixo:

Sujidade escorrendo no tampão traseiro do compartimento de bagagens

Sujidade escorrendo no teto

Sujidade escorrendo na base do para-brisas

Sujidade escorrendo na lateral direita próximo a maçaneta da porta

Sujidade escorrendo da base do quebra-vento do lado direito
Então algo que seria muito simples de limpar, com apenas um pano seco e limpo quando a poeira é seca, se torna uma substância grudenta e pegajosa e mais trabalhosa de remover da superfície do carro quando chove, acredite se quiser! Quando o carro está seco basta um único pano para limpar toda a superfície do carro, mas quando chove este tipo de precipitação, a quantidade de panos necessários para limpeza aumenta, provando que o carro se suja muito mais quando chove do que quando o clima está seco, como demonstra a imagem dos panos de limpeza abaixo, confira:

Com relação aos gastos no mês, houve apenas um gasto de R$ 6,90 com um produto limpador de plásticos. Para consultar os gastos detalhados do mês, clique aqui
Bônus:
E olha só a coincidência, falando em limpeza do carro, o pessoal do canal CARRO COM TUDO publicou um vídeo sobre limpeza profunda esta semana, confira:
É isso ai pessoal, até a próxima!
Ricardo Rico
Membro da equipe Avalia Carros, Ricardo Rico é Instrutor de Trânsito formado pelo CEVAT – Centro Educacional de Valorização de Trânsito e credenciado pelo DETRAN/SP, também é DOV – Despachante Operacional de Voo.
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